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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

[Hands-on] nova linha Sony Xperia de smartphones


De uma só tacada, a Sony anunciou quatronovos smartphones com Android. O mais importante é o Xperia T, novo high-end da empresa – basicamente, os outros são variações dele.
Xperia T, smartphone que James Bond usará no filme Skyfall, possui botões virtuais na parte inferior (lembrando o Galaxy Nexus) e uma tela com resolução HD e 4,6 polegadas.
Ele é um pouco maior que o Xperia S, só que ele é bem mais leve na mão. Com 9,35mm de espessura, no entanto, ele não é o mais fino do mundo. E apesar das melhorias no hardware serem basicamente incrementais — o Xperia T tem processador dual-core da Qualcomm — o desempenho melhorou muito, graças principalmente ao Ice Cream Sandwich.
Além disso, a câmera ganhou um sensor de 13MP que tira fotos sem lag no obturador: ela fica imediatamente pronta para tirar outra foto. E o Xperia T ganhou um truque semelhante ao Windows Phone: com o celular travado, segure o botão físico da câmera por 3 segundos, e ele não só abre o app da câmera (como o Windows Phone) como já tira a foto. A câmera também filma em 1080p.
   

Os outros modelos

Xperia TX, por sua vez, é uma versão mais “quadradona” do Xperia T: ele é feito para o mercado asiático, que prefere esse formato, segundo um representante da Sony. Mas segurá-los na mão é basicamente a mesma experiência. E por dentro, eles têm o mesmo hardware, ou seja: o desempenho é igual.
Já o Xperia V é uma versão menor do modelo T: mesmo design, porém com tela HD de 4,3 polegadas. Além disso, ele possui suporte a 4G LTE e é resistente à água — a Sony o colocou embaixo de um esguicho d’água para demonstrar isto. A touchscreen molhada não funciona, mas o aparelho continua ligado. No hands-on, ele tem desempenho semelhante ao do seu irmão maior, e se encaixa igualmente bem na mão.
Por fim, o Xperia J é o modelo básico: tela de 4″ com resolução de 480×854; processador de 1GHz e um núcleo; e câmera de 5MP. E dá para notar o processador mais fraco: ao deslizar entre telas iniciais, o movimento é menos fluido que nos outros modelos.
***
Enquanto algumas fabricantes parecem evitar o excesso de lançamentos, a Sony seguiu para outra direção. Os nomes são uma sopa de letras confusa, e os aparelhos são muito parecidos:
Os quatro aparelhos rodam Ice Cream Sandwich, e a Sony promete atualizar os modelos T e V para o Jelly Bean. Eles chegam ao mercado até o final do ano.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Nokia pode lançar modelo intermediário de smartphone com Windows Phone 8


Apesar do anúncio de dois modelos de aparelhos durante essa semana, empresa finlandesa pode estar preparando mais novidades para os próximos dias.
  • Wikerson Landim
  • 8/9/2012
  • 9.752 acessos
(Fonte da imagem: Reprodução/The Verge)
Nokia apresentou nesta semana dois novos modelos de smartphone durante a conferência, com destaque para o Lumia 920. Entretanto, de acordo com o site The Verge, pode ser que mais novidades venham por aí nos próximos dias.
Fontes ligadas à Nokia apontam para o lançamento de um smartphone com configurações intermediárias chamado de Flame. O modelo chegaria ao mercado apenas em 2013 e teria tela de 4 polegadas, 512 MB de RAM, processador dual-core de 1 GHz, câmera traseira de 5 megapixels e 4 GB de espaço para armazenamento.
O espaço de armazenamento poderia ser ampliado ainda graças à compatibilidade com cartões microSD. O modelo ficaria em uma faixa de preço similar à dos aparelhos Lumia 610 e Lumia 710, mas ainda não há informações exatas sobre os valores. A Nokia não se manifestou sobre o assunto.
Fonte: The Verge

iPhone 5 será 18% mais fino e custará o mesmo preço da versão 4S


Novos rumores apontam ainda para compatibilidade com conexão 4G no mundo todo.
  • Wikerson Landim
  • 8/9/2012
  • 38.451 acessos
(Fonte da imagem: Reprodução/iResQ)
Faltando exatos cinco dias para que a Apple revele quais são as novidades que estarão presentes na sexta versão do iPhone, cresce o número de rumores com relação às características que o novo smartphone da empresa da Maçã deverá ter.
As últimas novidades, bastante consistentes, apontam para um aparelho compatível com conexões 4G e que poderá ser utilizado no mundo todo. O último modelo de iPad, por exemplo, compatível com essa tecnologia, só pode ser habilitado nos Estados Unidos e no Canadá.
Com relação ao design de construção do aparelho, alguns sites apontam para um modelo 18% mais fino – 7,6 mm contra os 9,3 mm atuais –, conforme sugere uma imagem publicada pelo site iResQ. O visual, entretanto, não deve sofrer alterações, com exceção da tela, que ganhará alguns décimos de polegada a mais.
Por fim, com relação ao preço, como já é de praxe na política de lançamentos da Apple, o iPhone 5 deve chegar ao mercado norte-americano pelo mesmo valor cobrado pela versão atual do iPhone 4S, ou seja, entre US$ 199 (versão de 16 GB) e US$ 399 (versão de 64 GB).

Fachada do Yerba Buena já está pronta para evento da Apple


Na próxima quarta-feira (12), empresa da Maçã deve anunciar o iPhone 5, e novas versões de outros produtos também estão sendo aguardadas.
  • Wikerson Landim
  • 8/9/2012
  • 8.905 acessos
(Fonte da imagem: Reprodução/9to5Mac)
A fachada do Yerba Buena Center for the Arts, espaço que geralmente recebe os eventos da Apple, já está devidamente decorada para a conferência do próximo dia 12 de setembro, às 14 horas (horário de Brasília). Sobre um plano de fundo colorido, a logo da Apple na cor branca se destaca no centro.
A principal atração do evento, que será comandado pelo CEO Tim Cook, deve ser o lançamento do iPhone 5, sexta versão do smartphone da empresa. Além disso, rumores apontam que outros produtos também podem ser anunciados, como novas linhas de iPod nano e iPod touch, iMac com Retina Display e o iPad mini.
O Tecmundo fará a cobertura ao vivo do evento da Apple na próxima quarta-feira. Portanto, fique ligado para mais informações. 
Fonte: 9to5Mac

sábado, 8 de setembro de 2012

iPad mini: fotos do case em alta definição vazam na internet


Nadas de fotografias escuras e desfocadas. Desta vez, um blog chinês publicou imagens com ótima qualidade do suposto case do iPad mini.
  • Felipe Arruda
  • 6/9/2012
  • 12.389 acessos
"iPad mini" teria conector de apenas 9 pinos (Fonte da imagem: tech.163)
É muito provável que a Apple anuncie o tão esperado “iPad mini” apenas em outubro. E enquanto a conferência da empresa não acontece, a internet continua a receber fotos do que seriam os supostos cases do novo gadget com tela de 7,85”.
Quando especulações sobre futuros lançamentos da Apple começam a aparecer na internet, é comum encontrarmos notícias com imagens "vazadas" e que possuem, inevitavelmente, qualidade bastante questionável. Mas, desta vez, parece que o trabalho foi bem feito: o blog chinês tech.163 publicou fotos em ótima definição do que seria o case do aparelho que vem se popularizando na rede como “iPad mini”.
Nas imagens, é possível perceber que um novo conector de 9 pinos será incorporado ao tablet e, muito provavelmente, ao iPhone 5. Outra mudança aparente é a posição da entrada de fone de ouvido, já que,  de acordo com os últimos rumores, essa estaria localizada na parte de baixo do tablet, ao lado no novo conector.
Além disso, as imagens também mostram espaço para uma câmera traseira, a icônica maçã da empresa e os speakers reposicionados. Confira, na galeria abaixo, as outras fotos do case.

As 10 mulheres mais poderosas do mundo da tecnologia


Conheça as mulheres mais influentes e poderosas em um mercado que já foi exclusivo dos homens.
  • Caroline Hecke
  • 7/9/2012
  • 32.791 acessos
Faz muito tempo que o sucesso no mundo dos negócios deixou de ser exclusividade dos homens. A cada dia, mais mulheres ocupam cargos altos nas empresas e, embora a igualdade de salários não seja uma realidade global, existem muitas delas que deixaram para trás grandes executivos e tornaram-se grandes nomes nos mais diversos campos de trabalho.
No mundo da tecnologia não é diferente: milhares de mulheres ao redor do mundo ganham cada vez mais destaque em suas funções, seja na indústria ou no setor de prestação de serviços. Recentemente, a Forbes (revista americana conhecida pelos rankings dos mais ricos e influentes do mundo) preparou uma lista das mulheres mais poderosas dentro de empresas de tecnologia. Neste artigo, separamos as 10 que mais detêm poder em suas mãos.

Sheryl Sandberg (@sherylsandberg)

 (Fonte da imagem: Reprodução/LSE)

Foram quatro anos sendo diretora de operações no Facebook até que Sheryl Sandberg fosse chamada em junho deste ano para integrar a diretoria da empresa. Ela foi o primeiro membro feminino a compor a mesa e conta com cerca de US$ 1 bilhão em ações da empresa.

Ginni Rometty

(Fonte da imagem: Reprodução/Bloomberg)
Ginni Rometty é mais uma mulher a estrear o espaço feminino na diretoria de uma grande empresa de tecnologia. Depois de 30 anos trabalhando na IBM, Rometty assumiu como CEO em janeiro deste ano. Ela já vinha sendo listada como uma das 50 mulheres mais poderosas no mundo dos negócios pela revista Fortune e chegou a aparecer por sete vezes consecutivas no ranking.

Ursula Burns

(Fonte da imagem: Reprodução/NY Daily News)
Faz três anos que Ursula Burns é CEO na Xerox, e ela tem feito tentativas constantes de transformar a Xerox em uma empresa prestadora de serviços, não ficando mais restrita à venda de impressoras e cartuchos de tintas. A história de Burns é extremamente inspiradora: ela começou na companhia em 1980, em um simples estágio de verão no setor de engenharia. Anos depois ela seria a primeira mulher negra a ocupar um alto cargo entre as maiores empresas dos Estados Unidos.

Meg Whitman (@MegWhitman)

(Fonte da imagem: Reprodução/Forbes)
Em 2010, Meg Whitman deixou de lado as eleições para governador na Califórnia e assumiu um trabalho que pode ser considerado ainda mais desafiador: atualmente, ela é CEO da HP e tem responsabilidades gigantescas dentro da companhia. Com ações em declínio, a HP é atualmente a empresa com a pior performance no índice Dow Jones. Segundo Whitman, deve levar cerca de cinco anos para que a Hewlett-Packard se reestabeleça.

Marissa Mayer (@marissamayer)

(Fonte da imagem: Reprodução/Glamour)
Marissa Mayer foi a 20ª pessoa a ser empregada pelaGoogle, mas ela surpreendeu o mundo da tecnologia em julho: trocou o cargo na Gigante de Mountain View e agora é CEO do Yahoo. A geek de apenas 37 anos entrou na Google em 1999 e é uma das mais jovens na lista da Forbes.

Susan Wojcicki

(Fonte da imagem: Reprodução/Forbes)
Susan Wojcicki é o grande nome por trás de todos os produtos de publicidade da Google: ela comanda AdWords, AdSense, Analytics e DoubleClick. Com isso, ela é responsável por nada menos do que 96% da receita da empresa em 2011 – foram US$ 37,9 bilhões provenientes dos produtos comandados por Wojcicki. As raízes de Susan no Google são fortes: ela alugou sua garagem para Sergey Brin e Larry Page quando o Google não passava de uma ideia de sistema de buscas, em 1998. Wojcicki foi a 16ª funcionária da empresa e, de quebra, sua irmã casou-se com Brin. Além de tantas responsabilidades, ela ainda tem tempo para cuidar de seus quatro filhos.

Safra Catz

(Fonte da imagem: Reprodução/Forbes)
O currículo de Safra Catz é, indiscutivelmente, invejável. Ela é presidente da Oracle desde janeiro de 2004 e faz parte da mesa diretora da empresa desde 2001. Se ainda não fosse o bastante, Catz teria mais um trunfo para contar pontos: ela foi CFO (Chief Financial Officer) da empresa entre os anos de 2005 e 2008. Na Oracle desde 1999, Safra Catz é, inclusive, diretora do HSBC Group.

Cher Wang

(Fonte da imagem: Reprodução/Want China Times)
Cofundadora e presidente da HTC, Cher Wang é filha do falecido YC Wang, ícone de negócios de Taiwan. Ela seguiu os passos do pai e tornou-se uma das mulheres mais influentes e ricas no mundo da tecnologia. Apesar de ter passado por períodos difíceis entre batalhas judiciais e guerras de patentes com Apple e Samsung, Wang comemorou os 15 anos da HTC confiante, dizendo que desafios fazem parte dos negócios.

Padmasree Warrior (@Padmasree)

(Fonte da imagem: Reprodução/Forbes)
Você provavelmente já deve ter ouvido falar sobre a Cisco, afinal, ela é a maior fabricante do mundo de acessórios de redes de computadores. O destino da companhia também está nas mãos de uma mulher: Padmasree Warrior é Diretora de Tecnologia e Estratégia da Cisco e rumores dizem que ela está sendo preparada para substituir o topo e tornar-se CEO da empresa. John Chambers já disse recentemente que está trabalhando ativamente em seus planos de sucessão.

Sue Gardner (@SuePGardner)

(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipedia)
Sue Gardner fecha a lista mostrando que um trabalho bem feito pode ser a chave para o sucesso. É possível dizer que a Wikipedia tornou-se um serviço totalmente novo após a chegada de Gardner como diretora-executiva à Wikimedia, empresa por trás da Wikipedia. Em 2007 a companhia contava com apenas 10 funcionários e cerca de US$ 3 milhões em doações anuais. Em 2011 o número de doadores já havia aumentado quase 10 vezes, totalizando US$ 23 milhões doados.
Grandes passos foram dados por Gardner, que conseguiu parcerias essenciais, como a isenção de taxas de navegação ao usar a Wikipedia cedida por empresas de telecomunicações. O benefício está prestes a atingir milhares de pessoas na África, Ásia e Oriente Médio.
Fontes: ForbesCNN

35 anos de disputa: veja quem foram os líderes do mercado da computação


Descubra quais foram as empresas e os aparelhos que dominaram a mente dos consumidores nos segmentos de computadores pessoais, tablets e smartphones.
  • Felipe Gugelmin
  • 7/9/2012
  • 18.569 acessos
Para um observador atento, o mercado de tecnologia possui bastante semelhança com o mundo do futebol. Diversas empresas (times) competem entre si para determinar quem possui os produtos (jogadores) mais atraentes e capazes de atrair um grande público (torcedores) — em ambos os casos, essa rivalidade gera declarações de amor incondicional e uma espécie de fidelidade irracional a determinados nomes.
Quando se trata de produtos eletrônicos, o que determina a sobrevivência de uma marca também é a capacidade que ela tem de vencer seus competidores. A participação que um produto ou empresa tem no mercado é a medida mais importante para medir sua capacidade de sobrevivência — quanto menor esse número, maiores as chances de uma companhia entrar com um pedido de falência ou decidir pela descontinuação de algum dispositivo.
Neste artigo, o Tecmundo viaja pelos mais de 35 anos da história da tecnologia e mostra quem foram os líderes de mercado de cada época (e quais os motivos para isso). Para tornar mais fácil a leitura e compreensão dos dados, dividimos as informações apresentadas em três categorias: computadores pessoais, smartphones e tablets.

Computadores pessoais

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo - Homero Meyer)

1975-1980: a era pré-histórica

Embora o mercado de PCs atualmente seja gigantesco e envolva a circulação de uma quantidade imensa de dinheiro, vale lembrar que, em seu princípio, as máquinas de computação pessoal eram fruto do trabalho de algumas poucas pessoas talentosas que construíam produtos em suas garagens ou em pequenos escritórios.
Como nesse início praticamente qualquer um poderia entrar no mercado sem grandes problemas, as prateleiras das lojas estavam lotadas de máquinas com nomes e características diferentes. Embora houvesse nomes de peso, como o Altair (oficialmente considerado como o primeiro computador pessoal), a existência de uma grande variedade de produtos fez com que não houvesse um único líder de mercado facilmente identificável nessa época.
(Fonte da imagem: Reprodução/PC-History.org)
Entre os nomes que se destacam no período estão o Atari 400/800, o TRS-80 da Radio Shack, o Commodore PET e o Apple 2. O produto desenvolvido por Steve Jobs e Steve Wozniak chamou atenção por trazer o primeiro grande aplicativo da indústria, o software de planilhas VisiCalc. Esse período também marcou o lançamento do Commodore 64, primeiro computador pessoal a realmente atingir um mercado de massa, vendendo 22 milhões de unidades durante a sua existência.
Nessa primeira era, havia uma grande diferença na popularidade de um produto dependendo do mercado em que ele estava inserido. Enquanto dispositivos como o ZX-80, ZX-81 e o Spectrum venderam bastante no Reino Unido, eles não tiveram o mesmo impacto nos Estados Unidos. Da mesma forma, o Apple 2 teve muito mais popularidade na América do Norte do que na Europa, que na época possuía um ecossistema de aparelhos bastante específico.

1981-2012: o Império IBM PC (e de seus clones)

A indústria dos computadores pessoais sofreu um grande impacto quando, em 1981, a IBM introduziu o modelo 5150 da linha IBM PC. Embora não tivesse o mesmo poder de máquinas como o Commodore 64 (e apresentasse um preço mais elevado), o dispositivo conseguiu se estabelecer como padrão devido a dois fatores importantes: o nome de sua fabricante e a existência de milhares de clones.
(Fonte da imagem: Reprodução/Old Computers.net)
Como a máquina havia sido desenvolvida usando peças de estoque, não havia restrições que impedissem outros fabricantes de utilizá-las em seus próprios dispositivos. Isso acabou resultando em uma padronização do mercado, já que todos os produtos desenvolvidos com inspiração na máquina da IBM eram compatíveis entre si — situação impensável até poucos anos antes.
Para tentar mudar essa situação, competidores como a Apple, Commodore e Atari investiram em recursos como interfaces gráficas controladas por mouses, canais de som MIDI e displays coloridos, entre outras características. Porém, razões variadas fizeram com que essas iniciativas não dessem certo, e muitas dessas empresas acabaram falindo ou sendo vendidas durante o processo — em 1997, até mesmo a poderosa companhia da Maçã estava tendo que lidar com perdas bilionárias.

Uma dinastia imbatível

“A guerra dos PCs acabou. A Microsoft venceu”, declarou Steve Jobs durante seu período à frente da NeXT, companhia fundada por ele após ter sido forçado a deixar a Apple. Embora a IBM tenha aberto o caminho para o crescimento da participação de mercado dos PCs, não foi ela quem colheu as verdadeiras recompensas, mas sim a Microsoft, empresa responsável pelo sistema operacional usado na maioria das máquinas vendidas.
(Fonte da imagem: Reprodução/Dipity)
A IBM até tentou recuperar as rédeas do mercado através de uma linha de computadores com tecnologias mais difíceis de serem clonadas. Porém, o impacto causado por essas tentativas foi mínimo, sendo que a única lembrança deixada pela companhia foram os conectores PS/2, ainda presentes em muitas placas-mães disponíveis atualmente.
Entre 1997 e 2003, ocorrem alguns fatos bastante marcantes, sendo o principal deles a volta de Jobs ao comando da Apple. Isso resultou no lançamento do OS X e de uma nova linha de computadores Mac, o que ajudou a salvar a empresa — embora não tenha surtido impacto sobre a participação de mercado que seus produtos têm no setor de computadores pessoais.

Smartphones – computadores na palma de sua mão

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo - Homero Meyer)

2000-2006: os primeiros passos

A ideia de usar dispositivos compactos com a mesma potência de um computador de mesa existe desde que as primeiras máquinas pessoais foram lançadas. Porém, somente em 1996, com a chegada do Palm Pilot, foi que isso se tornou uma parte integrante de nossa sociedade.
(Fonte da imagem: Reprodução/Tek Gems)
Aparelhos do tipo eram conhecidos como PDAs (uma sigla para assistentes digitais portáteis), apresentando uma interface de uso simplificada que permitia a realização de funções como o agendamento de atividades e a configuração de alarmes. Na mesma época do surgimento desses gadgets, celulares passavam por uma transformação rápida, se tornando cada vez mais compactos e acessíveis.
Não demorou até que surgissem produtos que combinavam as características desses dois tipos de dispositivos, sendo que os aparelhos fabricados pela Nokia dominavam com folga o mercado. Apesar de existirem competidores como o PalmOS, o WinMobile e o BlackBerry (que revolucionou o mercado ao se focar no envio rápido de emails), até 2006 o Symbian dominava completamente o mundo dos smartphones.

2007-2012: a ascensão do iOS e do Android

Em 2007, foi anunciado um aparelho que mudou completamente o mercado de smartphones e dita regras até hoje: o iPhone. Deixando de lado teclas físicas e canetas stylus, o aparelho desenvolvido pela Apple optava por uma tela sensível ao toque e uma interface que se mostrava intuitiva para uma grande gama de usuários.
(Fonte da imagem: Reprodução/Onezumi)
Embora as vendas do produto inicialmente tenham sido tímidas, a grande publicidade em torno dele e a comunicação boca a boca fizeram com que ele virasse um verdadeiro fenômeno. Nenhum competidor estava pronto para enfrentar a Apple naquele momento, e não demorou até que outras empresas tentassem emular as características do novo produto — entre elas, a Google.
Apesar do domínio inicial do iPhone e seu iOS, aparelhos com o Android conseguiram dominar o mercado explorando as falhas da estratégia adotada pela Apple. Como nem todas as operadoras dos Estados Unidos possuíam contratos para vender o iPhone, a plataforma concorrente conseguiu explorar espaços em que a companhia de Cupertino não estava presente.
Além disso, a grande quantidade de aparelhos compatíveis com o sistema operacional da Google ajudou a chamar a atenção de uma gama variada de consumidores. O resultado é a guerra travada atualmente entre a empresa de Tim Cook e seus concorrentes (entre eles, a Samsung) pelo domínio do mercado, cujo resultado ainda permanece incerto.

Tablets

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo - Homero Meyer)

2010-2012: supremacia do iPad

Quando chegou às lojas em 2010, o iPad era um produto cujo objetivo real poucos conheciam, algo que não impediu a maioria das pessoas de querer um. Aproveitando grande parte do hardware e dos aplicativos desenvolvidos para o iPhone, o tablet tinha como destaques sua tela de alta qualidade e a presença de uma bateria extremamente durável.
(Fonte da imagem: Reprodução/TechChee)
Embora não tenha demorado até que os competidores entrassem em cena, a supremacia da Apple ainda se mantém estável nesse segmento de mercado. Entre os principais motivos para isso está o fato de que seu gadget compartilha os mesmos aplicativos usados pelos demais produtos fabricados pela companhia e o baixo lucro que as operadoras têm com a venda desse tipo de dispositivo — situação que explica o baixo apoio ao Android nesse caso.
A batalha pela liderança desse mercado promete ser um espetáculo bastante interessante de ser observado nos próximos anos. Além de aparelhos como o Kindle Fire e o Nexus 7 estarem chamando a atenção pelos seus preços reduzidos, a Microsoft pretende usar o peso do nome Windows para conquistar uma grande fatia dos consumidores, tarefa que não será muito fácil de ser cumprida.
Fonte: Ars Technica

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